Home
Sobre Antonio Miranda
Currículo Lattes
Grupo Renovación
Cuatro Tablas
Terra Brasilis
Em Destaque
Textos en Español
Xulio Formoso
Livro de Visitas
Colaboradores
Links Temáticos
Indique esta página
Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

DULCE TUPACYGUARA MASCARENHAS  

 

Dulce Tupacyguara Mascarenhas é uma escritora que corre o mundo e fala mais do que a própria boca. Em suas andanças vai captando de tudo. Sua experiência de vida e seu estilo observador se transformam numa literatura espontânea. Ela já esteve em 17 países e escreveu três livros com contos, crônicas e poemas.

Ela veio a Cuiabá para visitar parentes e aproveita para divulgar suas obras. Seu texto traz lirismo, espiritualidade e muita informação. Atua ainda como colaboradora de alguns jornais de circulação nacional como o Jornal da Tarde e o Jornal de Brasília. Sua conduta como escritora é bem peculiar. A própria autora divulga e vende seus livros. Sua performance enquanto empresária pode ser checada nos aeroportos, onde costuma abordar pessoas dos mais variados patamares, sempre com franqueza e uma gentil transparência de intenções. Dulce conta que sua grande ansiedade é para que as pessoas abram o seu livro: "A grande maioria das pessoas que chega a pegar o meu livro e abri-lo, acaba comprando-o", assegura ela. "Quem gosta de literatura, geralmente, ama meus livros. As pessoas acabam se encantando com a diversidade dos temas", completa.

A escritora começou a se fartar de literatura já aos seis anos de idade. Entre seus inúmeros autores preferidos estão nomes como Anatole France, Olavo Bilac, Pablo Neruda e Clarice Lispector. "A literatura é um universo e os poetas são estrelas. Eu quero ser um cometinha para deixar um rastro brilhante no céu", explica. Ela acredita que Deus a tenha feito sensível para que seus poemas fluam carregados de sensibilidade. Explica também que a "dor do mundo" ela já sentia desde os quatro anos, quando sua saudosa avó, fissurada por erudição, embalava seu sono cantando óperas.

Há um certo caráter premonitório em suas obras. Dulce narra que teve um sonho, ainda bem criança, em 1934, no qual se deparou com um estranho meio de transporte que só se tornou realidade muitos anos depois: a asa delta. Passaram-se algumas décadas, surgiu a asa delta e logo em seguida o seu poema "Voar voar". Um exemplo mais recente de sua verve antecipadora de fatos é registrado no poema "Insanidade" que tem como pano de fundo a reeleição. Os versos desta poesia traduzem, até certo ponto, o sentimento do consciente coletivo brasileiro quando a reeleição foi aprovada no país. Esse poema, em especial, levou o candidato a vice presidência da república, Leonel Brizola, a comprar o livro de dar um carinhoso abraço na autora. Nessa de abordar as pessoas pelos aeroportos da vida, Dulce já vendeu seus livros para muita gente famosa que apreciaram seu estilo. José Wilker, Carla Camurati e Luiza Brunet já foram abordados e compraram a literatura desta autora militante por excelência.

Outro fato curioso a respeito da escritora foi a sua relação com a Infraero. A princípio, a empresa responsável pelos aeroportos tentou impedir a performance comercial de Dulce. Mas ela resolveu esse problema rapidinho, tascando a Infraero de Brasília como apoiadora cultural da sua obra. Também apóiam suas obras a Vasp e o Grupo Empresarial Emsa, de Goiás.

A trajetória literária de Dulce Tupacyguara Mascarenhas envolve ainda um punhado de fatos pitorescos. Não caberiam todos aqui. Vale mais dizer que ela ainda vai ficar em Cuiabá por mais quantos dias forem necessários para divulgar a sua obra. Ela costuma fazer palestras em escolas, enfocando temas como "Crescimento Interior" e "Resgate da Cidadania". Seu telefone para contato em Cuiabá é 682-6610. Ela tem três livros publicados, todos pela Gráfica e Editora Petry, de Brasília. Já vendeu algo em torno de 16 mil livros. "Saltei Abismos", o primeiro, está na oitava edição. Ela começou a escrevê-lo em 1961, mas ele só foi editado em 1991. "Silêncio...quero ouvir o barulho do mundo" e "Hexágono" são os outros dois.

Só a literatura é pouco para esta escritora mineira, natural de Tupaciguara, uma cidadezinha entranhada no Triângulo Mineiro. Dulce tem um projeto maior, através do qual, pretende fazer um cadastro de todos os intelectuais brasileiros, especialmente, aqueles que tenham textos escritos, mesmo que não publicados.

Ela já escreveu ao presidente FHC expondo sua proposta e ele encaminhou seu projeto à Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, que classificou a iniciativa de Dulce como uma idéia brilhante. "A minha proposta tem como objetivo, fazer com que os intelectuais brasileiros tenham o seu caminho consagrado", explica ela.

A escritora frisa que anda muito por aí e vê grandes autores em potencial, cujas obras permanecem e podem se eternizar no anonimato. Seu projeto, em síntese, trata da criação de um Departamento Nacional de Produção Literária, que irá fazer o cadastramento dos nossos escritores. Os conhecidos e os desconhecidos. "O nosso acervo é muito grande. Assim como se registra um filho, deve se registrar as obras literárias", diagnostica ela.

Dulce pretende que seja tão prazeiroso editar, como é escrever. Para que esse prazer se estenda também ao ato de editar, a concretização do projeto desta mulher que vive para a literatura seria um importante marco inicial. 

 

MASCARENHAS, Dulce Tupacyguara.  Hexágono. Brasília: Perry Gráfica e Editora, 2000.  226 p.  No. 1395


MAGNANIMIDADE

                     à Ricardo Melvin

Quero abraçar o mundo inteiro
Dividir meu coração
Convidar o companheiro
Que se perdeu na multidão.

Quero cantar pelas estradas
Caminhando de mãos dadas
Com a nova geração

Conversar com as pessoas
Falar de cousas boas
Que este mundo tem pra dar.

Nossa terra, nossa gente
A esperança pela frente
E a vontade de chegar.

Este canto é de paz e de ternura
Esta vida uma doçura
E motivo para sonhar...

E as portas vão se abrindo
Para quem quiser chegar
Este mundo é mais lindo
Para quem sabe amar!

 

NATIVIDADE

Aquele homem jovem guerrilheiro
Em Natividade chegou.
Dizia ter na mão uma lamparina e, na verdade, era uma
granada.
Ou, quem sabe...
Era mesmo uma lamparina
Ou mesmo, não fora nada.
Nenhuma coisa, nem outra,
Por isso, foi preso,
Enforcado, ou se enforcou.
Quem sabe sobre os mistérios daqueles tempos de
recessão?
A verdade foi para o túmulo.
Jovens casadoiras, vela acenderam.
Se comprometeram,
Por tempos vigiadas.
Uma outra, pela fresta da janela da cadeia pública, para ele
uma tarde feneceu, condoída pela sorte do belo jovem preso, que era forasteiro, estudante ou guerrilheiro?
A verdade foi com a morte.


SENHOR

Tu ouviste minha prece
como um relâmpago, inédito, acendendo a fé esmaecida,
me permitindo espraiar na certeza.
Jamais me afaste de ti, Senho.
Permita, meu Mestre, que eu possa testemunhar de ti em
cada momento.
Que eu possa nutrir-me espiritualmente,
cada dia, na busca do teu amor, Senhor.
Amém!
Estou viva, mas posso afiançar-te de que o amor
nasce de quase nada e morre de quase tudo.


*
VEJA e LEIA outros poetas do DISTRITO FEDERAL  em nosso Portal:
https://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/distrito_federal/distrito_federal.html
Página publicada em maio de 2026

 

 

 
 
 
Home Poetas de A a Z Indique este site Sobre A. Miranda Contato
counter create hit
Envie mensagem a webmaster@antoniomiranda.com.br sobre este site da Web.
Copyright © 2004 Antonio Miranda
 
Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Home Contato Página de música Click aqui para pesquisar